O título desse post não está relacionado com o péssimo filme de Peter Hyams, lançado no longínquo ano de 1984, intitulado 2010: o ano em que faremos contato. Mas vou tentar relaciona-lo com as novas formas de relacionamento que a tecnologia (essa sim remete ao filme) tem permitido. Particularmente tratarei do relacionamento de empreendimento com seu público-alvo.

Recentemente, em perspicaz reportagem televisiva, um canal local exibiu que as redes sociais estão ajudando Maceió como destino turístico, com inteligentes comentários do Arthur Paredes. Turistas postam fotos e vídeos das belezas da cidade em suas redes sociais e com isso atraem a atenção para Maceió de outras pessoas que desejam viajar pelo país. A questão é: como os empresários locais estão oportunizando esse aumento no potencial de negócios?

Pois é, por incrível que pareça, quando uma foto de Maceió é postada em uma rede social e atrai a atenção de uma pessoa, transforma essa pessoa em um Lead, na linguagem do marketing digital, ou seja, o interessado digital é um potencial cliente para o negócio de turismo em Alagoas. Lembrando que o negócio de turismo movimenta cerca de 47 atividades econômicas, segundo o Cadastro Nacional de Atividades Econômicas – CNAE.

Do escrito até agora podemos dizer que a divulgação do turismo em Maceió ou em Alagoas deixou de ser uma coisa pontual, específicas da divulgação em feiras ou mesmo na veiculação de vídeos de divulgação das belezas Caetés em rede nacional. Agora o CONTATO com o cliente potencial, ou lead, é espontâneo e extemporâneo, ou seja, não dá pra planejar, ocorre sempre e todo o tempo, o tempo todo. Nesse caso, o turismo é apenas um exemplo de negócio que está se transformando pelas tecnologias de informação e comunicação e seus desdobramentos. Se o empresário prestar atenção, isso está acontecendo em todo tipo de relacionamento do consumidor com seu fornecedor.

Mas para ficar no turismo, temos agora, além do impacto das redes sociais, a economia do compartilhamento agindo diretamente nesse setor, como nos mostra os exemplos do Airbnb, do HomeWay e o Couchsurfing, que são aplicativos que permitem a comunicação direta entre os donos de imóveis e turistas, onde se permite alugar desde um quarto dos fundos em um apartamento, até o apartamento ou casa inteira. Esses aplicativos estão contestando o mercado de hotéis, operadoras turísticas e agências de viagens, ou seja, as atividades mais rentáveis do setor de turismo. Tudo por conta da transformação do tipo de CONTATO ou comunicação com o cliente.

Termino aqui com a provocação em dizer que: será que os hotéis, operadoras turísticas e agências de viagens atuando em Maceió estão procurando se comunicar com seu cliente e saber qual trabalho que eles querem que esses negócios façam? Será que eles estão fazendo CONTATO?

Para os empresários fica a dica de que saber o trabalho que deve ser feito ao cliente é, antes de tudo, fazer CONTATO. Por isso que 2017 será o ano de fazer CONTATO. Pergunte-nos como depois.

Boa sorte para nós nesse ano que ainda se inicia.

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